Portela exalta religiosidade afro-gaúcha no Carnaval 2026. 

 

A Portela fará uma homenagem a Custódio Joaquim de Almeida, o Príncipe Custódio de Xapanã. Figura histórica e espiritual do Benin, na África, Custódio marcou a cultura afro-gaúcha no século 19. Com o título "O Mistério do Príncipe do Bará - A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande", a proposta do enredo visa valorizar a identidade negra do povo gaúcho, frequentemente invisibilizada pela história oficial do estado. 

Príncipe Custódio é considerado um dos pilares da cultura afro-gaúcha e do fortalecimento da negritude do sul do Brasil, tendo inspirado movimentos de resistência e ajudado a estruturar o Batuque, principal religião de matriz africana do Sul do país. 

O Censo 2022 revelou que o Rio Grande do Sul é o estado com maior proporção de praticantes de religiões afro-brasileiras. Dados mostram que 3,2% da população gaúcha segue alguma religião de matriz africana. No Brasil, a proporção é de 1%. 

O enredo da agremiação azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira é assinado pelo carnavalesco André Rodrigues, que fará o primeiro carnaval solo no Grupo Especial, e pelo enredista João Vitor Silveira. O desfile irá ressaltar elementos como a música, os rituais do Batuque, a cultura popular e a força ancestral deixada como herança por Custódio. 

A Portela será a terceira escola a desfilar no Domingo de Carnaval, dia 15 de fevereiro de 2026, na Marquês de Sapucaí. 


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