"Caminho será a justiça se não houver solução", afirma Hugo Júnior, presidente da Liga-RJ sobre denúncias contra Liesa.

 

Na noite desta quinta-feira (22), enquanto a Marquês de Sapucaí recebia os testes de luz e som para os ensaios técnicos, o presidente da Liga-RJ, Hugo Júnior, concedeu entrevista exclusiva ao nosso portal para repercutir o ato público realizado horas antes na Riotur.

O centro do conflito é a gestão da Liesa, que, como administradora do Sambódromo, tem imposto modelos de credenciamento e logística que as 15 escolas da Série Ouro consideram prejudiciais. Hugo detalha o impasse diplomático e a dificuldade de negociação com a entidade que gere o espaço.

A Liga RJ questiona cláusulas do contrato vigente entre a Riotur e a Liesa, apontando possível violação aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e isonomia, além de destacar que o Sambódromo da Marquês de Sapucaí é um bem público municipal e não pode ser administrado como propriedade privada.

Hugo Junior destacou que a via judicial é o próximo passo caso o monopólio de decisões persista. "Eu espero que tenhamos uma resposta em breve. Confio plenamente na palavra do presidente da Riotur", afirmou o mandatário.

O órgão municipal terá a missão de analisar as denúncias e tentar uma conciliação para evitar que o Carnaval 2026 comece sob uma disputa judicial sem precedentes entre as duas maiores ligas do Rio de Janeiro.