O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21) em São Paulo.
Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, desde o dia 13 de março em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.
"Com pesar, comunicamos o falecimento do ator, autor e diretor Juca de Oliveira, ocorrido nesta madrugada de 21 de março de 2026, aos 91 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, Juca de Oliveira construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema", diz um trecho do comunicado.
O velório será realizado no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central da capital, das 15h às 21h deste sábado. A cerimônia será restrita a amigos e familiares.
Uma Trajetória de Versatilidade
A carreira de Juca de Oliveira foi marcada por uma constante movimentação entre as principais emissoras do país, sempre emprestando credibilidade aos projetos de que participava. Durante a década de 1980, o ator teve passagens importantes pela Rede Bandeirantes, integrando o elenco de A Idade da Loba, e pelo SBT, onde brilhou na produção Os Ossos do Barão.
O retorno à Rede Globo aconteceu em 1993, na novela Fera Ferida, consolidando uma parceria de décadas com a emissora. Ainda nos anos 1990, o ator foi peça fundamental no elenco de Torre de Babel, demonstrando sua capacidade de interpretar personagens complexos que cativavam o público brasileiro.
O Marco de "O Clone" e o Dr. Albieri
Um dos momentos mais emblemáticos da trajetória de Juca de Oliveira na teledramaturgia foi sua atuação em O Clone (2001-2002). Na pele do Dr. Augusto Albieri, o ator protagonizou um debate ético e científico que parou o país. Movido pela dor profunda da perda de seu afilhado, Diogo (Murilo Benício), Albieri desafia os limites da ciência e da natureza ao realizar a primeira clonagem humana, criando Leo.
Para o ator, a motivação de Albieri não era a vilania, mas uma tentativa desesperada de cura emocional, tentando substituir o insubstituível. Essa profundidade psicológica tornou o personagem um dos mais memoráveis da história da TV.