O Globoplay definiu sua próxima grande investida na dramaturgia original: Paraíso Perdido. Desenvolvida pela dupla George Moura e Sergio Goldenberg, a obra é inspirada no universo de Nelson Rodrigues (1912-1980) e terá direção artística de Joana Jabace. Com 40 capítulos e ambientação no Rio de Janeiro contemporâneo, a produção deve iniciar suas gravações no segundo semestre deste ano. As informações foram adiantadas pela coluna Play, do jornal O Globo.
A dupla assina a autoria de Guerreiros do Sol, que chega à TV Globo nesta quarta-feira (22) após sua trajetória de sucesso no streaming em 2025. Com direção artística de Rogério Gomes, a obra oferece uma releitura épica e contemporânea da história de Lampião e Maria Bonita, focando na jornada de Rosa (Isadora Cruz) e Josué (Thomás Aquino) em meio ao cangaço dos anos 1930.
A narrativa de Paraíso Perdido propõe uma construção inovadora ao entrelaçar personagens e conflitos de quatro peças clássicas do dramaturgo: A Mulher Sem Pecado, Bonitinha, mas Ordinária, Perdoa-me por Me Traíres e Os Sete Gatinhos. Segundo os criadores, o objetivo é transportar a carga dramática rodriguiana para os dias atuais, utilizando temas como paixões intensas e desejos reprimidos para debater a atual onda conservadora no Brasil e a hipocrisia social.
Totalmente escrita desde 2021, a novela adota um formato serializado pensado exclusivamente para o streaming. George Moura define o projeto como uma fusão entre a tragédia clássica e o melodrama, mantendo o ritmo ágil das produções modernas. Nos bastidores, o nome de Marina Ruy Barbosa é o mais cotado para integrar o elenco; embora haja entusiasmo de ambas as partes, a participação da atriz ainda depende de ajustes de agenda.
Além de Paraíso Perdido, o Globoplay segue expandindo seu catálogo com outras frentes. A autora Patrícia Moretzsohn (de Malhação e Floribella) trabalha atualmente em dois novos projetos para a plataforma: uma série voltada ao público adolescente e uma produção adulta desenvolvida em parceria com o Prime Video.
Com a confirmação de Paraíso Perdido, o Globoplay reafirma sua estratégia de investir em obras de fôlego que dialogam com a herança cultural brasileira sob uma perspectiva estética e narrativa atualizada.
Foto: Arquivo/O Globo
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Thiago Otero Jornalista | Cultura, Carnaval e Entretenimento.
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