LIESA recusa proposta de ampliação imediata do Grupo Especial feita pela Prefeitura; Cavaliere fala que aumento deve acontecer progressivamente, Gabriel David fala em ‘subida gradual’.
A configuração do Carnaval carioca para os próximos anos foi o tema central de uma reunião decisiva na Cidade do Samba, nesta quinta-feira (9). Apesar da pressão da Prefeitura do Rio para expandir o Grupo Especial para 15 agremiações, a Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) optou pela cautela, mantendo o formato atual para o próximo desfile e sinalizando que qualquer mudança será feita de forma gradual e técnica.
O prefeito Eduardo Cavaliere, que participou da plenária com os presidentes das comunidades, defendeu publicamente a tese de que o espetáculo ganharia com o aumento do número de escolas. No entanto, ele reconheceu que a viabilidade depende de ajustes no regulamento e na logística do Sambódromo. A proposta do município era implementar um sistema de "subida maior que a descida", onde mais escolas ascenderiam da Série Ouro do que seriam rebaixadas, até atingir o teto de 15 unidades.
O posicionamento da LIESA
O presidente da LIESA, Gabriel David, reiterou que existe um consenso entre as 12 agremiações atuais de que o grupo pode, no futuro, comportar 15 escolas. Contudo, ele enfatizou que a prioridade é a manutenção da qualidade e da sustentabilidade financeira do evento.
Próximos Passos
Após a saída do prefeito da Cidade do Samba, os presidentes continuaram reunidos para definir os detalhes técnicos do Carnaval 2027. A expectativa é que o modelo de transição seja detalhado em um novo cronograma, garantindo que a subida das escolas ocorra de maneira progressiva.
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Thiago Otero Jornalista | Cultura, Carnaval e Entretenimento.
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