De acordo com o estudo detalhado, a estimativa precisa é de R$ 776,2 milhões injetados na economia local. O montante engloba gastos diretos e indiretos em setores vitais, como hotelaria, alimentação, transporte e comércio. A expectativa é de que o evento atraia um público total de cerca de 2 milhões de pessoas para as areias de Copacabana.
Impacto econômico supera edições anteriores
Os números projetados para Shakira deixam para trás os resultados de outras megaproduções recentes no mesmo palco. Em 2024, o show da popstar Madonna movimentou R$ 469 milhões. Já em 2025, a apresentação de Lady Gaga gerou R$ 592 milhões.
A ascensão nos valores é explicada pelo aumento do gasto médio por pessoa, ajustado pela inflação, e pelo tempo de permanência prolongado dos visitantes. O estudo indica que:
Turistas estrangeiros: Devem gastar, em média, R$ 626,40 por dia, com permanência de 4 dias.
Turistas nacionais: Têm gasto estimado em R$ 547,30 diários, permanecendo cerca de 3 dias.
Moradores locais: Devem desembolsar R$ 141,75 por dia durante o período do evento.
Embora representem 15,5% do público total (13,9% nacionais e 1,6% internacionais), os turistas são os principais responsáveis pela circulação de capital, concentrando investimentos vultosos em hospedagem e serviços.
Geração de empregos e fomento ao comércio local
A magnitude do evento reflete-se na infraestrutura. Luiz Guilherme Niemeyer, sócio da produtora Bonus Track, afirma que o processo de montagem dura cerca de um mês e mobiliza diretamente 4 mil trabalhadores. Além do emprego formal, o "efeito Shakira" impulsiona pequenos empreendedores. A empresária Jaqueline Santos Cascardo Dantas, por exemplo, relatou a produção de mais de 500 camisetas temáticas e espera um crescimento de 30% nas vendas.
"Eventos desse porte são essenciais para ajudar pequenos produtores e atrair pessoas de outros estados", destaca Jaqueline.
O Rio como palco global
Para a administração municipal, os megashows são peças centrais de uma estratégia de desenvolvimento econômico. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) ressalta que Copacabana se consolidou como um dos grandes palcos do mundo. "Para o carioca, isso significa oportunidade no setor de serviços, restaurantes e hotéis. É uma política de posicionamento internacional da cidade", pontua o prefeito.
O aspecto simbólico também é relevante. Segundo Niemeyer, apresentar-se em Copacabana tornou-se um rito de consagração para artistas globais, elevando o Rio de Janeiro ao status de "altar da música".
A marca Corona, patrocinadora desta edição, reforça que o objetivo é transformar a data em uma experiência de feriado prolongado para quem vem de fora. Com a rede hoteleira operando próxima da ocupação máxima, o Rio de Janeiro reafirma sua vocação para o turismo de grandes eventos, transformando o entretenimento em um motor robusto para a economia fluminense.
Foto: Fábio Motta/Divulgação
-------------------------
Gostou? Compartilhe com seus amigos e com pessoas que também possam gostar!
Sugestão de pautas e contato: thiagooterodefreitas@
Contribua via Pix: thiagooterodefreitas@
Thiago Otero Jornalista | Cultura, Carnaval e Entretenimento.
Tem alguma informação de bastidor, comentários, dúvidas ou críticas? Entre em contato. Informação de qualidade se faz com independência e apoio dos leitores.
Apoie o Jornalismo Independente!