A partir do dia 30 de maio, o sistema de transporte rodoviário do Rio de Janeiro passará por uma mudança estrutural definitiva. A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) confirmou que, a partir desta data, o pagamento em dinheiro em espécie será extinto nos ônibus municipais. A transição faz parte do processo de implementação total do Jaé, o novo sistema de bilhetagem eletrônica da capital.
De acordo com a SMTR, a iniciativa tem como pilares fundamentais o aumento do controle e da transparência na arrecadação tarifária. Além disso, a prefeitura espera reduzir drasticamente o tempo de embarque nos pontos e terminais, já que elimina a necessidade de troco e o manuseio de cédulas pelos motoristas — fator que também contribui para o aumento da segurança, tornando os veículos menos visados para assaltos.
Integração e Novos Procedimentos
Com a nova regra, o acesso aos modais municipais será feito exclusivamente por meio do cartão Jaé ou pelo Riocard (este último restrito aos usuários do Bilhete Único Intermunicipal).
Uma mudança importante atinge os benefícios tarifários: a integração do Bilhete Único Carioca (BUC) será feita obrigatoriamente pelo cartão Jaé preto. O cartão avulso (verde) deixará de ser aceito para integrações tarifárias tanto do BUC quanto do Bilhete Único Margaridas (BUM). Segundo a SMTR, o cartão verde continuará funcionando apenas para viagens unitárias.
A exigência do cartão preto para benefícios sociais visa combater fraudes. Como o BUC e o BUM são subsidiados pela Prefeitura, o sistema requer a identificação do usuário por meio do CPF. Atualmente, apenas 3% dos passageiros utilizam o cartão verde para integrações, o que deve minimizar o impacto da mudança.
Como garantir o benefício
Passageiros que ainda utilizam o cartão verde e desejam manter o direito à integração devem:
Criar uma conta digital no aplicativo Jaé.
Solicitar o cartão preto (identificado) ou utilizar o QR Code gerado pelo celular.
Caso haja dificuldades técnicas, o usuário deve procurar um dos pontos de atendimento físico espalhados pela cidade.
Regras de Integração
O sistema mantém as vantagens de deslocamento para o passageiro identificado. Com o BUC, o usuário pode realizar até três viagens em um intervalo de três horas — incluindo obrigatoriamente uma perna no BRT — pagando a tarifa única de R$ 5,00.
Já o BUM, focado em passageiros da Baixada Fluminense que utilizam o Terminal BRT Metropolitano, permite até quatro viagens (duas de ida e duas de volta) entre BRT, VLT e ônibus municipais em um período de até 20 horas, também pelo valor de R$ 5,00 na etapa municipal.
Onde recarregar
Apesar do fim do dinheiro a bordo, o passageiro poderá continuar usando cédulas para carregar seu cartão fora dos ônibus. A recarga estará disponível nas máquinas de autoatendimento (ATMs) do Jaé, nas bilheterias dos terminais do BRT e em cerca de 2 mil pontos de venda parceiros. Pelo aplicativo, o saldo pode ser abastecido via Pix ou cartão de crédito, com liberação imediata dos créditos, que não possuem prazo de validade.
Foto: Reprodução
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Thiago Otero Jornalista | Cultura, Carnaval e Entretenimento.Tem alguma informação de bastidor, comentários, dúvidas ou críticas? Entre em contato. Informação de qualidade se faz com independência e apoio dos leitores.
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