Os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado à meia-noite desta segunda-feira (29), após decisão em assembleia realizada no domingo (28). No primeiro dia de paralisação, o sindicato das empresas concessionárias (Rio Ônibus) afirmou que pelo menos 40 coletivos foram vandalizados em piquetes durante a madrugada.
Para conter os impactos na mobilidade, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) deferiu uma liminar que determina a circulação mínima de 50% da frota. O descumprimento prevê multa diária de R$ 50 mil para as entidades sindicais dos trabalhadores (Sintrucad-Rio) e das empresas. Segundo o Rio Ônibus, apenas 870 coletivos saíram das garagens pela manhã, número inferior aos 1.800 exigidos pela determinação judicial.
Em contrapartida, o sistema de BRT registrou maior adesão. A MOBI-Rio informou que, no início da manhã, operava com 68% da frota planejada, somando 278 veículos em circulação nos quatro corredores urbanos e mantendo todas as estações abertas.
Como alternativas de transporte para a população, o Centro de Operações e Resiliência (COR) informou que as linhas de trens, barcas e metrô funcionam regularmente. A demanda viária na capital fluminense também foi atenuada devido ao decreto de ponto facultativo nas repartições públicas municipais, motivado pela partida entre Brasil e Japão pela segunda fase da Copa do Mundo.
Foto: Reprodução/TV Globo
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Thiago Otero Jornalista | Cultura, Carnaval e Entretenimento.
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