ANÁLISE: BEIJA-FLOR E VIRADOURO SE DESTACAM; TIJUCA SURPREENDE E MOCIDADE BRINCA DE RITA LEE NA SEGUNDA NOITE DE MINIDESFILES.


MOCIDADE - Uma passagem bem leve e animada da Mocidade. Desfile despretensioso e festivo do início ao fim. É perceptível a vontade da escola de se valer de ícones da Rita Lee, como o óculos e os cabelos vermelhos, pra enfatizar a homenagem. O ponto alto foi a excelente bateria, que sustentou o samba brilhantemente. Mocidade se jogando no céu no mar, na lua, e na Vila Vintém.


BEIJA-FLOR - O rolo compressor Beija-Flor de Nilópolis. Da comissão de frente ao último componente, uma apresentação carregada de axé, ancestralidade e força. Desfile pra cima, energético e com um canto impecável. Comunidade aguerrida. Tudo é muito bom, muito bonito, muito forte. Pronta para disputar o bicampeonato. Deixa girar. 


VIRADOURO - Que deslumbre, Viradouro. Desfile emocionante, cheio de afeto. Uma comissão de frente criativa, irreverente e ousada. É possível sentir a história passando no olhar de cada componente, que se torna ritimista, pra homenagear o mestre. Um enredo necessário, uma reverência mais do que merecida. Uma passagem lírica, extremamente carnavalesca, exalando amor, o mais puro, singelo e genuíno. Tudo muito perfeito. Que maravilha, Viradouro. 


TIJUCA - Duas forças reunidas. Carolina Maria de Jesus e Unidos da Tijuca. Uma surpreendente apresentação. Forte, emocionante, necessária. O enredo mais repercutido do ano de encontro com um samba que traduz a vontade dos componentes, de mudar a história e de escrever um novo destino. Tudo muito bem feito. Tijuca sendo Escola de Samba.