ANÁLISE: PORTELA SE DESTACA NA PRIMEIRA NOITE DE MINIDESFILES.

 


NITERÓI - Uma apresentação bem limitada. Apesar do forte apelo popular, o samba não conseguiu alcançar o público da arquibancada. O tamanho do samba faz com que ele se torne cansativo de se cantar. Uma apresentação compacta, que não faz jus à uma escola de Grupo Especial. O ponto alto foi a bateria de Mestre Branco Ribeiro.


IMPERATRIZ- Imperatriz entregou um desfile animado e festivo. A comunidade visivelmente feliz com todo o contexto do enredo e disposta a brincar carnaval. Apesar de toda alegria, o samba deixa a desejar e de fato não cresce. Sem dúvidas, o quesito samba-enredo é o calcanhar de Aquiles de Ramos pra 2026. Em geral, uma ótima apresentação. A Imperatriz tá pronta pra se jogar na festa. 


PORTELA - A centenária se mostrando intensa e ancestral ao mesmo tempo. Um desfile potente e altamente energético; é possível ver a felicidade e a garra dos componentes de cantar uma história de fundamento, de raiz. A homenagem ao Gilsinho na comissão de frente emocionou e o belíssimo bailado de Squel e Marlon mostrou que o casal está pronto para, mais um ano, garantir oa 40 pontos. Carregadíssima no dendê, a Portela transformou a Cidade do Samba em uma festa de Batuque embalada por uma bateria que sustenta todo o corpo da escola. Vitinho é e será o protagonista da sonoridade desse desfile. Alupô.


MANGUEIRA - Mangueira sendo Mangueira. Um desfile muito bonito esteticamente. Uma excelente comissão seguida do impecável casal: Cyntia e Matheus são entidades vivas da verde e rosa; irretocáveis. O samba, que não é dos melhores, passou de maneira leve, festiva, animada e contagiou a arquibancada. É sempre bom ver a Estação Primeira feliz com o que está levando pra avenida. Mangueira cheia de encanto Tucuju. Salve Mestre Sacaca.