A Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) anunciou a criação de uma estrutura que será erguida no segundo recuo de bateria da Marquês de Sapucaí. A superponte permitirá a travessia entre os lados par e ímpar apenas nos intervalos, sem acesso à avenida durante os desfiles.
A pista de desfiles da Passarela do Samba no Rio Carnaval 2026 será mantida exclusiva para escolas de samba e trabalhadores diretamente envolvidos nos desfiles. O objetivo é impedir a circulação de pessoas que não façam parte da competição na área do segundo recuo de bateria, momento em que ritmistas e mestres de bateria executam o segundo recuo para defender o quesito.
Para garantir a passagem entre os lados par e ímpar sem necessidade de acesso à avenida, uma ponte móvel será instalada no local. O projeto replica o modelo implementado neste ano no primeiro recuo, quando um equipamento semelhante foi usado para retirar da pista pessoas que acessavam o espaço apenas para atravessar de um lado ao outro, interferindo nas apresentações.
A estrutura opera com o vão aberto durante a competição, sem impacto no desempenho das escolas. O fechamento ocorre apenas nos intervalos entre os desfiles, liberando o deslocamento entre os setores.
A ponte tem 49,5 metros de comprimento total, com 19 metros de abertura e 2 metros de corredor. A produção levou cerca de quatro meses e contou com dez profissionais dedicados exclusivamente ao trabalho. O equipamento já está posicionado no local e possui dois sistemas de backup, além de dois sistemas de redundância para o caso de falhas no motor, incluindo backups no sistema do motor.
A instalação não altera a ocupação de espaços já previstos na passarela. O posicionamento da ponte não afeta o Espaço Candonga, que tradicionalmente ocupa parte do camarote 9 especial. Também não há impedimento à visão do público para componentes, alegorias e fantasias, já que a ponte permanece aberta durante os desfiles.
#LIESA #MarquêsDeSapucaí #PassarelaDoSamba #SegundoRecuodeBateria #Superponte
