Análise de Ensaios Técnicos: Niterói, Mocidade, Mangueira e Tijuca.

 

Iniciando a primeira rodada de ensaios técnicos do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Liesa começou a primeira noite às 21:15h, sem atrasos ou imprevistos. 


NITERÓI - Niterói fazendo sua estreia no Grupo Especial. Um samba extenso, cansativo de ser cantado no decorrer do desfile, mesmo assim, a escola não esmoreceu e se mostrou empenhada durante o ensaio. No entanto, um contignente bem reduzido para o Grupo Especial; provavelmente o menor que passará na avenida. A pouca quantidade de pessoas fez com que a escola ficasse a maior parte do tempo parada, prejudicando diretamente a evolução e a fluência da escola. Destaque para a excelente bateria de Mestre Branco Ribeiro e para a performance do intérprete Emerson Dias. 


MOCIDADE - Um ensaio alegre e festivo. A comunidade esteve disposta a brincar e ser feliz no estilo de Rita Lee. Uma excelente comissão e uma apresentação correta de Bruna e Diogo. O samba perdeu a força ao longo da passagem da escola pela avenida, de modo que a levada do samba ficou arrastada do meio pro final; a incrível bateria de Mestre Dudu sustentou, levantou e fortaleceu o samba diversas vezes, principalmente após a entrada da bateria no segundo recuo. Em geral, um ensaio leve e despretensioso da estrela-guia de Padre Miguel. 


MANGUEIRA - Mangueira sendo Mangueira e mostrando que a prova de fogo de qualquer samba é a avenida. Uma obra mediana que se agigantou e garantiu uma excelente apresentação; defendido por uma comunidade aguerrida e uma bateria potente e altamente capaz de traduzir musicalmente todas as nuances desse enredo. Os protagonistas desse ensaio foram, mais uma vez, Matheus Olivério e Cintya Santos; a dança perfeita, o encontro de leveza e força, ancestralidade e encantamento. O giro, os meandros, a sintonia, tudo exala Mangueira. Não são terrenos, são entidades; ambos são a personificação da Estação Primeira de Mangueira, vê-los dançar parece magia, deslumbre. Um ensaio com requintes de desfile oficial. Tem que respeitar a maior escola de samba do planeta. 


TIJUCA - Carolina Maria de Jesus. A emoção fala por si só, a lágrima vem sozinha. Um triunfo de enredo, o melhor do ano. Um ensaio cheio de afeto, de força, potência. Um canto forte; o samba foi bravamente defendido pela incansável e aguerrida comunidade tijucana. Comissão, casal, bateria tudo em sintonia, consonância absoluta. Impecável. A Tijuca tá pronta, com tudo na mão, tem todas as chances. Muda essa história, Tijuca.